Agile Trends 2014Agile Trends 2014 mais uma vez se mostrou como um "Evento Trend".

O Agile Trends 2014 aconteceu nos dias 24 e 25 de abril, em São Paulo e reuniu novamente muitos palestrantes bacanas, muitos ouvintes interessados e muito conteúdo top.

Depois de tanto ter elogiado o evento do ano passado no post Cobertura do Agile Trends em 2013, eu não podia ter ficado de fora do evento desse ano, tinha que participar novamente.

Por ser um evento tão especial, merece ser falado novamente a respeito. Por esse motivo escrevo esse post para compartilhar com vocês um pouquinho do que vivi por lá.

Assim como no ano passado o evento foi composto por KeyNotes Trend Talks, aquelas sessões no esquema de 2 palestras com 18 minutos cada e depois mais 20 para perguntas e discussão. Além dessas sessões as novidades desse ano foram os Trend Actions (workshops para a galera por a mão na massa) e os Extra Sessions, uma sessão prática também, porém com o objetivo de trazer algo novo para a comunidade. 

Então… para termos um panorama do que rolou por lá vou falar um pouquinho de cada uma dessas sessões…


KeyNotes

Niels Pflaeging abriu o evento com seu keynote: Organizar para Complexidade: Por que o Agile foi apenas o 1.o passo? Como transformaremos organizações inteiras para a era do conhecimento? Como não podia deixar de ser sua apresentação seguiu descontraída e divertida abordando um assunto que todos olham com uma certa descrença, mas ao mesmo tempo com grande interesse, já que sabem que é preciso transformar organizações para sobrevivermos a toda complexidade que vivemos atualmente.

Roy Singham abriu o 2o dia do evento com o KeyNote: Agile's Heritage – Defending a Just and Free Internet. Filosófico, pena não ter encontrado o link dos slides dele para disponibilizar para vocês. Se bem que o ideal é ouvir o palestrante, pois os slides em geral são apenas para dar vida e dinamismo a história que está sendo contada, o conteúdo falado que é o mais importante. Taí um motivo para você não ficar de fora do evento ano que vem ; )

O Keynote da tarde, que ficou com Luli Radfahrer (A Internet de TUDO – Isso é quase uma boa notícia), também deu bastante material para se pensar. Foi a primeira palestra que assisti onde o palestrante ficou sentado (ele estava com problema na coluna) e mesmo assim, não deixou nada a desejar. Luli prendeu a atenção de todos os ouvintes e também arrancou muitas risadas e aplausos do público.


Trend Talks

Trend Talks 2014Dos Trends Talks destaco 4 para vocês que foram apresentados em sequência numa manhã bem inspirada. 

7 dicas práticas para criar produtos inovadores na Era das Tecnologias Disruptivas, com José Papo. O nome da palestra já diz tudo. E ele foi bem objetivo na sua apresentação, exemplificando cada uma das 7 práticas para não deixar dúvida no que ele estava falando.

O legal da palestra dele é que na verdade, basta fazer o que é preciso ser feito para construir PRODUTOS DE VALOR que você já estará inovando. Muitas vezes pensamos que a inovação é um bicho de sete cabeças, que é algo que está além das nossas capacidades, mas se estivermos preocupados em criar produtos de valor, certamente estaremos no caminho da inovação, tão falada (ou banalizada) ultimamente.

O artigo "The Five Faces of Innovation" mostra isso: 

"Innovation is more than just having a great idea – it is having a great idea and putting it into the economic context so that it will have the most positive impact and results."

Diana Corrêa, na palestra Agilidade na gestão de produtos digitais foi direto no gargalo NEGÓCIO. As vezes encontramos diversos times ágeis, produzindo e entregando no ritmo esperado, mas o NEGÓCIO não vai adiante. Por quê? Diana, então apresentou os resultados da vivência dela na gestão de produtos digitais e como fazer para descobrir o que é VALOR para um público desconhecido e distante do seu produto. Um público que está lá fora e que demanda ser ouvido e atendido. Lean Canvas, métricas e um plano de estratégia para cada momento do produto compõem o conjunto de ferramentas para ajudar nesse objetivo. 

No Trend Talks seguinte participaram Matheus Haddad e Manoel Pimentel.

Matheus assim como no ano passado, trouxe uma prática criada e experimentada por ele e sua equipe para apoio a tomada de decisão. Essa prática conta com um canvas criado por ele para esse propósito e por ser algo visual traz clareza e objetividade no que está sendo alvo de decisão facilitando, então, a melhor tomada de decisão. Confira os slides da apresentação dele: Aprendendo como tomar decisões em equipe e também o post 5 Maneiras de Tomar Decisão, que tem tudo lá bem explicadinho.

E Manoel Pimentel, sempre polemizando ao falar de agilidade, trouxe para os ouvites a palestra com o tema: The PornoAgile – Uma visão sobre agile apenas para maiores. Divertidíssima, mas com o intuito de tocar em pontos chave. No que realmente é agilidade e não no que andam transformando a agilidade. Como você tem lidado com essa questão? De forma adulta ou infantil? Se aprofundando ou ficando na superfície?


Lean Kanban Game

Trend Action

Agora falando um pouco dos Trend Actions…

Lean-Kanban Games com Rodrigo Yoshima foi um Trends in Action super bacana!

Eu já havia conduzido uma sessão semelhante de Kanban com meus alunos do MBA para ensinar de forma prática o que é o Kanban, mas a sessão do Rodrigo está super adaptada e com vários extras bacanérrimos que ele adicionou ao original Kanban Pizza Game. Definitivamente essa é uma das melhores formas se se entender o Kanban: APRENDER NA PRÁTICA! E a prática conduzida por ele não deixou nada a desejar para o aprendizado.

A sessão Vem codar: refatorando suites de testes com Cecília Fernandas também foi super elogiada. Eu não participei, pois essa sessão concorreu com Trends Talks que eu estava assistindo.  


Extra Session

O extra session aconteceu nos 2 dias de evento e sempre ao final do dia. O extra session esse ano teve o propósito de proporcionar a aprendizagem colaborativa com apoio de um Canvas, ferramenta do Learning 3.0

Canvas Learning 3.0A sessão conta com 3 papéis:

  • ASKER – o que traz um problema e resultados que espera alcançar e ao final da sessão ele criará um plano de ação para tentar implamentar;
  • SHARERS – os que compartilham experiências e ideias 
  • FACILITATOR – que ajuda na melhor condução da sessão para que os objetivos da mesma sejam alcançados.  

Nas duas sessões que tiveram no evento eu participei como facilitadora desses grupos de aprendizagem colaborativa. No 1o dia o tema foi "Comunicação entre pessoas e times" e no 2o dia foi "Comunicação de Projetos Distribuídos" (o canvas ao final da sessão está na figura ao lado).

Facilitar essas sessões foi bem legal! É gostoso ver como as pessoas se solidarizam em ajudar com experiências e ideias para que o problema compartilhado com elas possa ser resolvido. Fora o fato de que ao participar desse processo de aprendizagem, percebe-se que as pessoas passam por problemas semelhantes, mas em contextos distintos. E como não há bala de prata na era da complexidade, só a troca com diversas pessoas que pode gerar o aprendizado e consequentemente a resolução de problemas. E muitas vezes não precisa ir muito longe para obter as respostas necessárias. Essa prática realizada dentro da sua empresa, com os profissionais internos, pode trazer ideias de soluções para problemas que você nem poderia imaginar que conseguiria obter no seu contexto. Mas é ali que estão as respostas. Ou pelo menos é o seu ambiente de trabalho que deve ser o ponto de partida. Experimente essa prática, vale a pena tentar. 

Confira o depoimento de um Asker de como foi uma das sessões de Learning 3.0, estando ele em um outro papel, diferente do que eu estava.


Happy Hour

E por último, mas não menos importante vale mencionar que o Happy Hour, não só estava incluído na inscrição como também foi realizado ao final do 1o dia e no local do evento. Isso foi nota 10!!!

Acho que houve uma adesão muito maior de participantes do que da vez passada, por não ter tido a necessidade de deslocamento do local do evento para outro de confraternização. Fora o fato de que ali no evento o espaço foi muito mais adequado possibilitando conversar com muito mais pessoas. Afinal participar de eventos não é só assistir palestras, é conversar nos corredores também. Assim temos mais oportunidade de trocar ideias e gerar insigths para nossos processos e ambientes de trabalho.

Fico por aqui já esperando pelo evento do ano que vem. Certamente com muito mais novidades que os anteriores.

Parabenizo a organização pelo empenho dedicado e pela acolhida no evento.